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DANIEL PRADEEP - OUÇA

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BIO

Eu nasci em 1 de março de 1974 em São Leopoldo, cidade de colonização alemã do Sul do Brasil. Desde o meu nascimento até o ano de 1999 eu vivi em uma cidade vizinha chamada Sapucaia do Sul. No ano de 2000 eu me mudei para Porto Alegre.

Desde menino duas áreas me fascinaram, a ciência e a música. Eu cantava durante todo dia, principalmente no chuveiro, ao mesmo tempo em que colecionava rochas e conchas. Mas se investir numa carreira científica já rompia o padrão da minha família, tornar-me um cantor era algo ainda mais subversivo. Devido a nossa realidade humilde, pensar em profissões que não garantissem a sobrevivência futura estava fora de cogitação. Então me contentava com shows privados no meu quarto onde imitava artistas da música pop mundial. Privados por que eu era o artista e a platéia. Em 1983 algo mágico aconteceu. Lembro-me até hoje que estava de pijama assistindo, em um domingo chuvoso, o programa Fantástico da TV Globo. Um vídeoclip estava sendo anunciado. Era Tina Turner interpretando Let´s Stay Together, clássico do compositor norte-americano All Green. Eu fiquei chocado com aquela mulher loira e negra, com aquela voz e aquelas pernas. Desde lá, Tina se tornou a trilha sonora do meu cotidiano. Através de sua discografia conheci os clássicos do soul e rock’n’roll, já que gravou canções de grandes artistas como Marvin Gaye, Janis Joplin, Led Zeppelin, Rolling Stones, Otis Redding e W. Picket.

A vida seguiu e investi numa sólida formação acadêmica e científica, exercendo atividades até hoje. Mas minha paixão pela arte ficou de escanteio, o que me gerou frustrações. Após os 30 anos de idade decidi que investiria numa formação artística. Fiz aulas de técnica vocal, curso de formação teatral e cursos rápidos de dança contemporânea. Em 2004 fiz alguns shows Cover com uma banda em bares. Em 2006, em parceria com Tula Straccia, sob direção de Marisa Rotenberg e com Gê Guimarães nos teclados, fiz alguns shows em Porto Alegre. Durante todo esse tempo eu vivia um conflito entre a música e a ciência e me sentia incapaz de compor e criar, não sabia o que fazer. Assistia mais de 100 vezes as cenas em que Tina largava o marido, que a espancava, após meditar por dias o mantra budista NAM-MYOHO-RENGE-KYO, em seu filme autobiográfico What’s Love Got to Do with It. Eu sempre projetava para o meu futuro: eu ainda vou ser artista e se Tina conseguiu se reconstruir depois de um divórcio que a levou à falência e com marcas de hematomas, eu serei cantor nem que seja aos quarenta anos.

Mais adiante (2008), integrei o Grupo Tradisons, sob coordenação de Renato Velho. Esse projeto foi uma grande escola pra mim. Nesse momento, eu já percebia que não podia culpar ninguém por não ter desenvolvido uma carreira musical. Além disso, também pude reconhecer o empenho dos meus pais em fornecer uma boa educação do jeito que eles acreditavam ser o correto. Em 2009, surgiu a oportunidade de participar de um novo projeto coordenado por Marisa Rotenberg, o Sarau Cantos do Mundo. Em 2010, quando planejava gravar um Extended Play (EP) resolvi comprar um carro e deixei o projeto do EP de lado. Mas em dezembro de 2010, um acidente envolvendo três veículos destruiu o meu carro. Inexplicavelmente eu sobrevivi sem nenhum arranhão. Senti que se tratava de uma segunda chance. Logo em seguida desfrutei minhas férias e comecei a compor. No meu retorno chamei Monica Tomasi para produzir o meu primeiro trabalho solo, o EP OUÇA.

Decidi que entraria em contato com a minha essência pessoal e que retrataria tudo que sinto nas canções, as quais foram todas escritas em 2011. Às vezes fatos drásticos como esse servem como um alerta: o que você está fazendo com sua vida? Nunca é tarde para buscar uma realização pessoal, mesmo aos 38 anos, quando a maioria das pessoas busca estabilidade e se negam a sair da zona de conforto. Não me arrependo da trajetória que segui e amo minha família. Tudo serviu de matéria prima para a criação deste trabalho. Eu concluo que nada é impossível e as barreiras são construções da mente, não são externas. O medo nos desconecta de nosso caminho. Hoje também pratico o NAM-MYOHO-RENGE-KYO. Também sei que o verdadeiro mestre a gente encontra em si mesmo. OUÇA foi inspirado em Tina Turner, na sua força, na sua determinação e na sua paixão pelo palco. Eu sou apaixonado pelo palco e não acharia ruim viver grande parte da minha vida on stage.

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